Mostrando postagens com marcador Minhas palavras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Minhas palavras. Mostrar todas as postagens

27 de julho de 2015

Felicidade acima do peso

Dia desses, li um texto no Lugar de Mulher sobre o modo que as pessoas lidam com a gordura alheia. É muito palpite, muita dica maluca e muita coisa que eu vivi antes de perder peso. Lendo o texto, pensei nas milhares de vezes que estava feliz comendo qualquer coisa e um ser veio e disse:"por isso,tá solteira! Não pára de comer!","você tem que se amar!" e tantas outras palavras que sempre retruquei. 


Em quase 3 anos, perdi 18 quilos e os achei perdidos por aí. Quando estava magra, muita gente me tratou como heroína, um exemplo a ser seguido (coisa que DETESTO e DETESTEI!). Quando descobri essa intolerância a glicose, estava em busca de qualidade de vida. Ficava cansada por qualquer coisa, com um humor satânico e só sabia dormir. Segui a dieta tão rigorosamente que até minha médica se espantou. E por mais que eu explicasse a todos que fiz aquilo pra controlar a glicose, todos batiam palmas pelos quilos perdidos. A autoestima ia no céu com tantos elogios.  

"Antes e depois" - a foto que mais curtiram no meu perfil no facebook. 

Muita coisa mudou nesses meses todos e eu larguei de mão essa rigidez toda. Continuo comendo alimentos sem açúcar, não bebo nada com álcool e definitivamente, não tenho vontade de comer chocolate comum. Como alimentos integrais, bebo bastante água e sou mais de boa pra fazer caminhadas. Ter recuperado peso me mostrou que para o resto do mundo, não importa se você está a beira da diabetes, do hipotireoidismo, da hipertensão. Tampouco importa se você sabe lidar bem com o peso extra que chegou. O importante é ser magro. E isso contamina a gente de tal forma que vem uma culpa tão forte por você estar bem como está.

Dá pra contar nos dedos quantas pessoas perguntaram se a minha glicose está sob controle, mesmo com o ganho de peso. Em contrapartida, se eu ganhasse dinheiro cada vez que alguém perguntasse sobre o que o meu marido acha de ter uma mulher que come e ganha peso, já estaria rycaaaa!


Quem é feliz com sua magreza e com sua vida maromba, continue assim! Quem é feliz com seus quilos a mais, continue assim também! Gente, o importante é ser feliz. Afinal, quilos vem e vão. Eu vou continuar aqui, comendo meu arroz integral, fazendo meus bolos diet's, bebendo minha água, vivendo minha vida na boa e longe de qualquer paranóia com o meu corpo. E pra quem fica enchendo o saco com palavras que destroem a autoestima, faço minhas as palavras da Mari: vão cagar!

Até mais!

AnaLu Oliveira 


13 de abril de 2015

Antes de fazer Mestrado, é bom saber (parte 1)

Há uma pequena diferença entre o que se sonha e o que se vive na realidade. Isso também vale para o mestrado. São 2 anos de muito estudo, forninhos caindo todos os dias e uma mistura de emoções e sensações. Portanto, meus jovens, antes de fazer mestrado, saibam que:

1- Ser organizado é questão de sobrevivência

Um belo dia, você acorda e tem 6 textos pra ler. Destes, apenas 1 está em português, 3 em inglês e 2 em espanhol. Você não manja dos paranauês da língua espanhola e pra melhorar, estes são os textos maiores. E pra alegria ser maior, você constata isso numa segunda e tudo tem que estar na ponta da língua na aula de quinta-feira. Coisa linda de Deus,né? Só que não. Portanto, organização é fundamental para sobreviver. Porque texto acumulado é a principal causa de surtos entre mestrandos (#EstudosApontam). 



2- Tenha sempre um caderno de anotações

Insights vem e vão, não importa hora e lugar. É sempre bom ter algo pra anotar a ideia que veio no busão, na fila do banco, no almoço de domingo na casa da vó...tenha sempre um caderno pra anotar essas ideias. 

3 - Seu orientador, seu grande amor!

Não dá pra ser orientado por alguém que não nos inspira simpatia. Imagina se relacionar 2 anos com alguém que você odeia? Chato pra cacete,né? Em alguns programas de mestrado, o orientador é escolhido pelo mestrando; em outros, é o orientador que escolhe o mestrando. Eu fui escolhida pela minha orientadora e desde que escrevi meu projeto, queria muito que ela fosse minha orientadora. O cara lá de cima ouviu minhas preces e agora, sou orientada pela professora mais "diferentona" de todas. E porque o amor é importante? Porque orientador briga, puxa orelha,cobra artigo, pega no pé mesmo! Além disso tudo, a minha orientadora sempre é bem justa, me elogia quando mereço (e briga comigo quando "pulo o corguinho"). Não dá pra ficar de mimimi's do tipo "meu orientador é feio,bobo e chato". Porque, enquanto o mimimi rola, vem seminário, qualificação, dúvidas, prazos chegando ao fim. Portanto, se você e seu orientador não se relacionam muito bem, procure melhorar isso ou procure outro orientador. Sem amor, nada rola. Nem mesmo a dissertação #FicaaDica

Escrevi isso aqui rapidão porque tenho um artigo pra escrever e uns textos pra ler. Depois, publico a segunda parte,people!

#FocaNoArtigo

Até mais!

AnaLu Oliveira

8 de fevereiro de 2015

Saiba mais sobre união estável

Sábado, eu e o namorido resolvemos oficializar nossa união. Conversamos muito e optamos por fazer o contrato de união estável ao invés do casamento civil. Nossa vontade é fazer um casamento bem a nossa cara e como estamos morando juntos há quase 4 meses, achamos interessante garantir os direitos do outro enquanto o casamento oficial não vem.


Algumas coisas que vocês precisam saber sobre a união estável:

1- Não há cerimônia

Diferente do casamento civil, quando o casal vai assinar o contrato de união estável não tem direito a cerimônia, fotos ou qualquer coisa do tipo. A gente pega uma senha, aguarda ser chamado e pronto. Não há troca de alianças, mudanças de nome, entrega de certidão de casamento...nada disso. Nos deram uma via do contrato, assinamos e fim da história.

2- Não muda seu estado civil

Isso foi algo que o escrevente que nos atendeu deixou bem claro: continuamos solteiros, porém, solteiros em uma união estável. Perante a lei, eu e o namorido não somos casados. Mas, isso pra gente não faz a menor diferença. Afinal, juntado com fé casado é,né?

3- Tudo na base do fifty - fifty

Todos os nossos bens adquiridos a partir da data do contrato passam a ser compartilhados com o outro. Ou seja, tudo que é meu, metade é dele e vice-versa. 

4- O que muda

A partir de agora podemos ser dependentes do outro em planos de saúde e usufruir quaisquer benefícios destinados ao cônjuge. Se o namorido se tornar sócio de clube, eu posso usufruir disso, pois estamos em uma união estável e temos um contrato que comprova isso. Se eu tiver um plano de saúde e quiser incluí-lo como dependente, sem problemas, pois o contrato garante isso a ele. 

Vale ressaltar que o casamento civil é mais caro que a união estável. Portanto, #ficaadica para os casais que vivem juntos e querem oficializar a coisa mas estão sem grana pra casar. Façam a união estável. Amar também é compartilhar alegrias e garantir direitos de quem amamos.

Até mais!

AnaLu Oliveira

17 de outubro de 2014

Que a coragem para fazer o bem esteja com você!

Ajudar uma velhinha a atravessar a rua,pagar um lanche pra morador de rua, dar abrigo a um bichinho abandonado, transformar sua casa em abrigo pra esses bichinhos.  O que cada ato desse tem em comum? A coragem de quem o fez. Porque ser bondoso nesse mundo tem sido cada vez mais difícil para aqueles que tem coragem de não fechar os olhos para as injustiças, para as misérias alheias. 




Todos que tentam ser bondosos com o semelhante são rotulados das piores formas possíveis. Francisco de Assis, pra mim, é o maior exemplo disso. Foi chamado de louco e ingrato por ter abandonado sua vida de playboy da Idade Média para lutar contra a pobreza. Se tornou amigo da Natureza, se colocou no lugar dos mais necessitados e muitas vezes,trocou suas roupas pelas roupas dos mendigos. Morreu pobre, mas feliz por ter feito o bem. Sua vida inspira muita gente mundo afora e eu tenho muito orgulho em ter nascido no dia 04 de outubro, mesmo dia que ele. E tantos outros Franciscos de Assis temos espalhados por aí. Protetores de animais, militantes de Direitos Humanos, aquela moça na padaria que pagou uma esfirra pro morador de rua que chegou pedindo uns trocados, o estudante que levanta pra dar seu lugar num ônibus lotado pra mulher com um bebê no colo...


E você, meu caro leitor, minha cara leitora. Quantas vezes ousou ser bondoso? Quantas vezes ouviu que tava louco porque abraçou alguma causa que muitos julgam como "perdida"? Quantas vezes você pensou que não conseguiria fazer o bem, mas fez? Quantas vezes você se sentiu bem por ter sido corajoso pra fazer o que era certo? Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem? #BjoRenatoRusso

Não deixem que a covardia alheia tire isso de vocês! Deixe a coragem do bem agir \º/
Com tanta coisa acontecendo a nossa volta, é fundamental que tenhamos coragem!
E como disse Renato Russo:

"Compaixão é fortaleza
TER BONDADE É TER CORAGEM"

Sejamos corajosos hoje e sempre!

AnaLu Oliveira

19 de setembro de 2014

Sobre mudar e crescer

A vida é mudança constante. Nascemos carecas, sem dentes, sem contas pra pagar, sem preocupações. Nascemos também sem entender coisa alguma que acontece ao redor e é só crescendo que a gente descobre quem era aquela mulher que te amamentava e aquele cara que te ensinou a andar. Aí, você cresce com esses dois perto de você todos os dias, todos os instantes. Eles estão do seu lado quando surgem dentes,pelos,peitos,aquela vontade de chorar que vem do nada e as borboletas invadem seu estômago. O que ninguém te conta é que chega um dia em que é preciso ficar longe deles. Whaaat?? Longe porque? Pra quê? E eu digo: pra crescer.




Meu pai disse muitas vezes pra mim que ninguém cresce perto de pai e mãe. Porque pai e mãe, naturalmente, protege, dá palpite, puxa sua orelha, repara no seu prato pra ver se você tá comendo direito. Tendo alguém pra se preocupar com tuuudo,quem vai querer crescer? E é por isso que sair de casa é tão importante. Pra crescer, pra mudar, pra evoluir. 

E agora que eu segui o trajeto natural da evolução humana, posso dizer: sair da casa dos pais é uma mistura de sentimentos e ideias. Ao mesmo tempo que você pensa no conforto que tinha perto deles, você enche a boca pra chamar aquele cantinho de seu, todo seu. É saindo de casa que você descobre que aquelas coisas que sua mãe te pedia (e que te matavam de raiva por dentro), são tão suas quanto dela. Você vê também que sair de casa não é dar as costas para quem te deu a vida. É mostrar pra eles que todo o esforço feito em prol da sua formação enquanto pessoa valeram a pena.

E mesmo com contas, correria e outras coisas chatinhas, acreditem: crescer é um barato! A vida é um lance da hora, jovens :D E crescer, dói...mas, é um só no começo. Depois, tudo fica legal!

AnaLu Oliveira
@oliveiranalu



6 de julho de 2014

Felicidade e restrição alimentar andam juntas. Entenda isso, mundo cruel!

Como vocês já sabem, tem quase 2 anos que mudei radicalmente minha alimentação. E de lá pra cá, tenho visto que é mais fácil ser esquerdista do que ser saudável. Pode parecer loucura, mas não é e vou provar. As pessoas aceitam com mais facilidade suas ideias políticas, mesmo que não sejam compatíveis com as ideias que elas tem. Mas, não conseguem aceitar que você viva numa boa comendo alfarroba, cacau orgânico, café descafeínado sem açúcar,leite desnatado,arroz integral, quibe de carne de soja e outras delícias saudáveis, descobertas por pessoas que resolveram nadar contra a maré da comelança exagerada e nociva. O que mais me perguntam é se eu não fico com vontade de comer quando vejo alguém comer algo que é proibido pra mim. Um dia vou filmar a cara das pessoas ao ouvir que eu NÃO TENHO VONTADE NENHUMA



O que é realmente irritante é sair e não ter NADA que eu possa comer, não encontrar nada saudável por onde eu passo. Isso sim, é um saco! Ir numa pizzaria com o namorado e não ter massa integral, ir na sorveteria e não ter um sorvete sem açúcar, ir na churrascaria e só ter espetinho de frango com bacon (espero que o ser humano que inventou de enrolar o frango no bacon arda no fogo do inferno eternamente #odeiobacon). 

Nem vou mencionar aqui a problemática da diferença de valores entre alimentos diet e comuns,porque pra mim, essa diferença monetária deveria ser o único preço a pagar por querer ser saudável e não diabética.Mas,infelizmente,não é. O mundo não está preparado pra lidar com nenhum tipo de diferença, nem mesmo a alimentar. Não está preparado por não fazer questão disso.E sei que esta é a realidade de todos que possuem algum tipo de restrição alimentar. 

Aceitem minhas restrições alimentares (que são muitas) assim como aceitam minhas ideias políticas. Não é difícil, mundo. Vamos fazer as pazes com uma xícara gostosa de café descafeínado e uma fatia de pão integral diet com requeijão light? Bora, mundo? 

AnaLu Oliveira

23 de abril de 2014

Quase 30

"Nossa, nem parece que você já tem quase 30". "E aí, vai casar quando? Porque, você já tem quase 30 e depois pra ter filhos, é complicado". "Seu namorado sabe que você tem quase 30?". Deus, será que vou ter que implorar que os 30 anos cheguem logo pra que essa ladainha do quase 30 termine? 

Esse lenga lenga do quase 30 já fez muito estrago na minha vida. Afinal, é uma idade que faz parte de um grande filme de terror da sociedade machista. É como se aos 30, a mulher se tornasse um nada. Como se aos 30, a mulher virasse uma morta-viva; morta porque "já não serve pra ser mãe,esposa" ou qualquer uma dessas coisas. Viva porque a gente tá lá atormentando o mundo porque não se enterrou no 30º aniversário.


Sou mestranda, blogueira,publicitária,escuto rock,leio bastante,faço trabalhos voluntários, amo minha família,amigos,namorado.Adoro dançar, ir a shows.Aprendi a amar animais e cuido da Leia como se fosse uma filha (ou o mais próximo do que posso cuidar, já que não pari nenhum ser humano), respeito a orientação sexual de todo mundo,as religiões, minha dieta,pago meus impostos, não mato e não roubo. 

Ei, machista: minha vida é uma delícia! 
Viva os quase 30 \º/

AnaLu Oliveira
Nos quase 30 e muuuito bem (obrigada<3)

14 de abril de 2014

Don't worry, be happy. Sempre!

Poderia escrever sobre minhas aventuras culinárias, sobre as mudanças da vida, os sonhos que não existem mais. Poderia até dizer a você que não sou a mesma pessoa de antes, que a correria da vida tem feito transformações drásticas no meu interior, que agora eu sou muito mais paz e amor.

Poderia dizer do amor da vida, da felicidade em ser mãe da Leia,das tristezas que batem na minha porta e entram destruindo tudo de forma ligeira. Poderia até encher seu saco com mimimi's de vida saudável, com dicas para perder peso e dizer que sou mais feliz que a 18 quilos atrás.


Mas, não quero fazer isso com você, leitor querido, leitora querida. Afinal, há uma vida inteira lá fora esperando por você, querendo te encher de alegrias e novidades.Viva o que for pra viver, sonhe o que quiser sonhar, ame o que puder amar. 

"Faça o que tu queres pois é tudo da lei, da lei..."
#BjoRaul

AnaLu Oliveira

22 de janeiro de 2014

Leia, meu primeiro grande amor de 2014

A vida é uma caixinha de surpresas. E é lindo quando as surpresas são tão benditas e felizes. O que era pra ser um fds fofo e romântico com o namorado se transformou numa grande luta pela vida. 

Ela estava perdida, procurando algo / alguém. O Matheus viu e foi logo pegando e acalmando a cachorrinha mais fofa do mundo. Logo de cara, uma afinidade única, daquelas que a gente pensa que só existe em filmes. O dono não apareceu e o amor entre eles só aumentou. Quando eu vi aquela coisinha linda no colo do meu amor, me apaixonei e desejei que ela ficasse com a gente de alguma forma. Depois de uma longa espera, decidimos ficar com ela e enfrentar tudo que fosse necessário pra que ela pudesse ter um lar legal. Que nome dois fãs de Star Wars poderiam dar para o primeiro bichinho de estimação? Princesa Leia. 


O que a gente não esperava era descobrir as condições da saúde dela. Com pouco mais de 1 aninho de vida, nossa Princesa já tinha sentido na pele o nível da crueldade humana. Além de abandonada,ela também tinha sido envenenada. Fizemos tudo que estava ao nosso alcance e graças a Deus, ela está salva. Está feliz, brincalhona e contente na casa do Matheus.


Ter a Leia é muito mais que ter um bichinho de estimação. É ter a certeza de que as oportunidades para ser feliz surgem quando menos se espera. É saber que tem alguém que precisa do seu amor e do seu carinho de forma sincera. É entender que "a humanidade é desumana, mas ainda temos chances" (#bjoRenatoRusso). É poder renovar a esperança de dias melhores e felizes ao lado de um anjinho de patas. Para mim, a chegada da Leia é um recomeço, já que desde a partida do Paulzinho, mudei muito meu modo de lidar com animais (O Heitor é prova disso); nunca maltratei animais, mas também nunca demonstrei o carinho que tinha por eles (#coisaburra). 

Penso na Leia toda hora, tenho vontade de ligar toda hora pra saber se ela tá legal, se comeu, se deu trabalho, se teve recaída e choro por não poder trazê-la ainda para minha casa, por causa da cinomose (o vírus permanece no ambiente até 5 anos, mas já estou providenciado as vacinas para que ela fique na minha casa, segura e protegida).

Foi um dos dias mais intensos da minha vida. Medo, lágrimas, desespero, fé,esperança,risos, sonhos...tudo ali, junto e misturado! Obrigada, Leia, por entrar nas nossas vidas.


Bem-vinda ao meu coração, Princesa Leia linda da mamãe (pq mamãe de cachorro também é mamãe, ok? #NãomeJulguem)

Don't stop believing, people! 

AnaLu Oliveira

16 de dezembro de 2013

Post sem título, mas cheio de ideias!

Aquele momento em que você não sabe o que escrever. A causa disso? O excesso de ideias. É tanta coisa pra dizer que não sei por onde começar. Poderia falar da minha glicose e falar do sufoco que passei no sábado nas mãos de um médico louco no Pronto Socorro? Poderia. Mas, é tão extenso e chato que não rola. Aperto o backspace e recomeço a escrever.


Poderia dizer sobre o meu namoro. Falar das alegrias e das coisas bacanas que vivo com o meu namorado e até explicar a história dos nossos apelidos: pãozinho e pãozinha. Poderia? Sim. Mas, nem eu sei explicar. Backspace, vou lhe usar outra vez.

Um assunto bacana: minha aprovação no Mestrado! Isso dá um post legal. Mas, vai ser um post gigante e cansar vocês com o medo, nervosismo e sufoco neste processo que incluiu provas exaustivas, muitas horas de estudo e lágrimas, talvez não seja uma boa. Porque só de lembrar, já revivo todas as situações e não quero chorar tudo aquilo de novo. O Mestrado é assunto pra 2014 #OhGlória

Então, sobre o quê escrever? Ou melhor: pra quê escrever? Bora abraçar os amigos, ligar pra aquele parente que sumiu, mandar um sms pro namorado, dar outras pedaladas, fazer playbacks em frente ao espelho, tirar um cochilo, tentar jogar videogame, fazer uns alongamentos, fazer uns cafunés nos gatos, terminar de ler um livro, dar uma espiadinha nos sites de fofocas, assistir a novela, traçar metas pro ano que vem...


É como disse o Lenine: a vida é tão rara
E já que é tão rara, pra quê desperdiçá-la?

Vida linda, se prepare que quero lhe usar mais e mais!

#Fui

AnaLu Oliveira

19 de outubro de 2013

1 ano de vida sugar free: a vida doce que eu amo!

365 dias mais leves, suaves e melhores. 365 dias mais felizes e mais doces. Os melhores 365 dias da minha vida. Há exatos 365 dias atrás, o diagnóstico foi impactante: intolerância a glicose, uma pré-diabetes. Nada de doces, redução de carboidratos, inclusão de exercícios físicos e freio no estilo de vida. A mim restou duas escolhas: seguir a vida e virar diabética ou aceitar minha nova situação. Escolhi a segunda alternativa.


Pra que vocês entendam: se eu não cuidasse, essa intolerância se transformaria em diabetes tipo 2. A insulina é produzida porém, ela tem resistência a glicose. É como se a insulina se recusasse a fazer seu trabalho. Daí, a glicose aumenta e a única alternativa é tomar uma série de remédios. Cerca de 30% dos brasileiros tem essa intolerância. A dieta é de um diabético, pois é preciso controlar a glicose, já que não há nada a ser feito pra que a insulina volte a ativa. Quem tem pré diabetes tem que ficar de olho na alimentação e principalmente, no acúmulo de peso na barriga. Quanto mais resistente a insulina fica, maior o crescimento do "pânceps". E isso significa que a glicose tem mais chances de ficar mais alta.

Eu escolhi mudar hábitos alimentares, mudar a vida. Eu escolhi antes que a diabetes me escolhesse.Eu escolhi mudar tudo. O que ganhei com tudo isso? Uma vida melhor e mais feliz!

Em 1 ano, descobri que comer legumes e verduras é muito bom! Perdi 16 quilos, saí do manequim 46 para o 38 e tive que mudar todo o meu guarda roupa #amei. Fui dançar street dance, conheci Ouro Preto, escrevi artigos.E não me privei de ir em pizzarias com amigos, fui a 3 festas de criança, festei muito no Natal e Ano Novo e não fugi de nenhum almoço de domingo com a família. Eu não deixei de viver. Eu descobri que há um mundo melhor depois do arco-íris de chocolate. Muito melhor!


E agora, o que fazer nos próximos 365 dias? Continuar feliz e contente na minha vida sugar free! A vida mais doce que eu poderia ter :)

#OhGlória

AnaLu Oliveira

10 de outubro de 2013

Ao filho que ainda não veio

Querido filho/filha,

Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que já te amo muito sendo você ainda um sonho meu. E é esse amor que me motiva a alcançar alguns objetivos pessoais antes da sua chegada. Muita gente tem exigido a sua vinda, alguns chatos me chamam de "tia", "velha", só porque optei aos 27 anos investir mais na minha carreira (e ter melhores condições financeiras) antes de trazer você a este mundo. 

Não sei se você será um menino ou uma menina, mas você já tem nomes e é muito esperado pelos seus avós corujas, "cobrado" pelos seus tios e muito amado por mim. Por te amar muito,sei que você não é uma "meta de venda" ou uma obrigação. Você é minha escolha. Eu escolhi ser sua mãe e escolhi que este não é o momento pra gente se conhecer. 

Tenho que conquistar algumas coisas antes de partir para a maior missão da minha vida: cuidar de você e fazer de você um cidadão de bem. Te dar toda a orientação possível pra que você siga o seu caminho de forma autônoma e responsável. O resto, já será com você e a mim caberá apenas torcer para que você seja feliz.


Um dia a gente se encontra! E pode ter certeza: será o dia mais feliz da minha vida :)
E enquanto esse dia não chega, você continua no meu sonho e no meu coração.Aliás, no meu coração você ficará pra sempre. 

Beijos,

Mamãe.

10 de setembro de 2013

Sobre famosos mortos e o respeito perdido

Uma discussão, um tiro e pronto: lá se vai para o "andar de cima" mais um pai de duas filhas, trabalhador carismático, filho carinhoso, irmão querido. Você ao ler esta descrição, perguntará quem é. Esta semana, esse cara é o Champignon, baixista do Charlie Brown Jr e líder do grupo A Banca, mas poderia ser qualquer um de nós. Como fã das duas bandas e admiradora do talento que Champignon tinha, lamento muito a morte dele. E há milhares de pessoas que estão como eu: tristes com a morte de um cara que participou de suas vidas de um jeito particular e importante. 


Aí vem um monte de gente julgá-lo e classificar sua morte como "ato de covardia e fraqueza". Julgam os fãs de Champignon de bestas por chorar por alguém que não sabia da existência deles. A morte é triste para ricos, famosos, pobres e anônimos. Exemplo disso é o caso da família Pesseghini. Uma história assustadora e muito triste. O garoto era famoso? Não! A família era famosa? Não. A história deixou de ser triste por isso? Não. Todos os dias, há desencarnes tristes e horripilantes, mas nem por isso, devemos perder a doçura e o respeito por quem se foi e por aqueles que choram a ida de alguém querido, seja famoso ou não.


Uma pessoa pública morta não vale menos que um anônimo morto. Ambos deixam saudade no coração de quem os admirou durante uma vida inteira. Ambos merecem respeito. Você julga o suicídio do Champignon, mas já parou pra pensar na vida covarde que vem levando? 

Respeite o pai, trabalhador, filho, irmão e esposo que o Champignon era. Respeite as lágrimas dos fãs. E principalmente, vá cuidar da sua vida! Visite aquele amigo que você não vê há muito tempo, dê atenção aquela pessoa que quer falar e não tem quem a escute. Vá viajar, conhecer outras culturas. Viva para ser feliz, não viva em vão. 

#RIPChampignon

AnaLu Oliveira

28 de agosto de 2013

O médico receitou: racismo e xenofobia 3 vezes ao dia

Uma família negra passa pela ala dos macacos no zoológico de Goiânia. O pai começa a chamar o macaco pelo nome do próprio nome. "Paulinho, vem cá. Para de pendurar nesse negócio", risos em seguida. 

Um monte de médicos se dirigem ao aeroporto para recepcionar médicos cubanos com vaias e falas racistas e xenofóbicas. "Escravo, escravo, escravo, escravo", este foi apenas um dos muitos gritos da máfia do jaleco, que querem que a saúde do brasileiro melhore sem que eles tenham que ir às periferias e regiões afastadas do país (afinal, pra quê ir tratar pobre e preto, né?)


Uma pessoa veio me perguntar porquê eu falo pra todo mundo que sou negra. "Por que sou negra, ué". Resposta da pessoa: "não, que isso! Porque você pensa isso de você? Você é morena jambo! Moreninha forte! Negra, não!".

--

Gente pobre, rica, branca, negra, legal, estudada, analfabeta...o racista não tem um perfil definido, uma classe definida. E antes que alguém diga que isso é coisa de terceiro mundo, lembre-se que até nos países "exemplos", há casos horrorosos de racismo e xenofobia. O racismo é uma doença nojenta presente em todas as classes sociais, em todas as cidades do mundo. Presente até entre negros e isso é lamentável. 

Todas as manifestações de racismo, a falta de identidade e orgulho negro são frutos de uma cultura escravocrata que ainda existe em nosso país. A população negra e, principalmente,a pobre, sofre todo tipo de desrespeito e humilhação. O tiro vem de todos os lados.

Moreninha forte é o escambau! Sou negra e tenho orgulho disso. Minha gente é forte, guerreira e digna de respeito aqui ou em qualquer lugar do planeta. Acho lamentável toda essa demonstração racista e xenofóbica dos médicos brasileiros. O pior é saber que eles não são os únicos a pensar assim. Sim, o sistema de saúde brasileiro vai de mal a pior, assim como outros setores. Mas, a máfia do jaleco prova mais uma vez que o problema maior no Brasil é mesmo a educação, ou a falta dela.

#AcordaBrasil

Até mais!

AnaLu Oliveira

19 de julho de 2013

Depois de 9 meses, você vê o resultado!

Era uma vez uma garotinha que amava chocolate. Um dia, ela descobriu que não poderia mais manter sua relação com o chocolate e outros doces...e viveu feliz para sempre! Resumidamente, esta é a minha história. Há 9 meses atrás, eu descobri que tinha que dar um tempo com doces, fazer exercícios, ficar mais calma e cuidar da minha saúde. E o que tinha tudo para ser uma história triste se tornou uma das melhores coisas da minha vida. 

Emagreci, aprendi a comer direito, viajei,fui dançar, estudei pro Mestrado, trabalhei melhor, conheci pessoas legais (e algumas chatinhas também :/). Me tornei uma nova Ana Luiza, mais alegre, sorridente, disposta. Ainda não estou tão calma quanto deveria, mas estou bem mais tranquila que antes. 


Sabe o que realmente foi difícil nesse período? Lidar com o espanto das pessoas por me verem feliz com tantas restrições. Tenso foi ler comentários maldosos nas minhas primeiras fotos "magrinha". Complicado foi conviver com gente recalcada que insiste em reclamar de tudo que tem e não se esforça na busca de algo melhor. Isso sim, foi difícil. E muito!


A maior lição que tirei disso tudo é que a gente tem que ser mais Pollyana e menos Thalia. Jogar mais o jogo do contente e encher menos o saco de Nossa Senhora de Guadalupe. 

Então, people...vamos rir mais! Vamos tirar maior proveito dos desafios que surgem em nosso caminho. Todo mundo tem treta na vida e não tem como escolher que tipo de problemas teremos ao longo da nossa existência. Mas, escolher o que fazer diante dos problemas, isso todos podem fazer. E aí, qual é a sua escolha? 

#FicaaDica

AnaLu Oliveira

21 de junho de 2013

Os filhos que não fugiram à luta!

O primeiro protesto a gente nunca esquece. E ontem, foi um dia ímpar não só na minha vida, mas na vida de muitos brasileiros. Ontem foi dia de ir pras ruas mostrar a nossa insatisfação com o atual cenário político, social e econômico do nosso país.


Me emocionei ao entrar no ônibus e ver tanta gente vestida de branco e falando sobre o protesto. Vibrei de felicidade quando ouvi o seguinte diálogo:

"- Vocês vão pro meio dessa baderna, não vai dar nada 
- Quando o seu filho pagar um bus mais barato e estiver numa escola pública decente, será por causa dessa baderna, viu?"


Nunca foi tão bom cantar o Hino Nacional. Foi lindo ver que tudo ocorreu conforme foi estabelecido no Facebook (nada de vandalismo, sentar para facilitar a identificação dos baderneiros...). Não houve confrontos com a polícia e todos os indícios de vandalismo foram contidas pelos próprios manifestantes. Me preocupou a falta de uma liderança, alguém pra "dar a cara à tapa" durante o protesto. 


Muitos movimentos populares não tiveram êxito em nosso país justamente por não ter líderes e isso, fez com que oportunistas mal intencionados tivessem mais força junto a população. Ontem, havia gente chamando o Feliciano de homofóbico e gritando "Dilma sapatão, investe na educação". Oi? Teve quem trouxesse um pouco de humor para o momento...


Ontem demos um passo importante enquanto cidadãos brasileiros, enquanto pessoas insatisfeitas com mensalões, Pec's, curas gay e similares. Vão dizer que éramos poucos, que houve muito vandalismo, que não valeu a pena ter ido e que a luta foi em vão. Eu e os milhares de goianienses que estavam nas ruas ontem vamos dizer em alto e bom tom: SIM, VALEU A PENA!

Até a próxima, Brasil!

AnaLu Oliveira

14 de junho de 2013

O login que muda o mundo!

Não saímos do Facebook, nem da frente da TV e ainda estamos por trás das manchetes do jornal. Somos muitos espalhados por aí dispostos e prontos para ir às ruas dizer sim ou não.  Muito prazer, somos os conectados. Sim, usamos as redes sociais para organizar protestos, compartilhar informações, ajudar quem precisa (independente de ter 2 ou 4 patas). 


Estamos no mundo todo promovendo revoluções, quebrando paradigmas e (até que enfim!), deixando a passividade que impediu que tantas coisas boas acontecessem em um passado remoto. 


Diferente das gerações anteriores, não temos só a TV para nos contar o que acontece em nosso país e no mundo. Não temos que ler livros escondidos e cochichar nossos direitos como um segredinho que se conta para o melhor amigo. Não precisamos viajar para ajudar nossos colegas do Oriente Médio ou do Egito. Nosso endereço é o mundo. Nossa comunicação é digital, mas não é a web que nos une: é a vontade de mudar a realidade e o amor ao próximo que nos move, e isso não depende da religião. Isso é caráter. 


Sim, estamos no Facebook, estamos na web. Estamos nos meios de comunicação de massa,nas ruas, praças, terminais de ônibus. Estamos em toda a parte, em todos os lugares, on e off, para mudar o mundo. 

Claro que há quem não se interesse e prefira o lado so easy da web. Cada um é livre para fazer suas escolhas, a gente sabe disso. E se você acha que somos baderneiros de internet, pseudocults, tudo bem. Cada um sabe aonde aperta o próprio calo. Mas, o seu deve nem deve estar doendo né?



AnaLu Oliveira

12 de junho de 2013

O que é o amor?

Amor não é bolo que precisa seguir receita pra dar certo. Muito menos, uma disputa entre homens e mulheres pra saber quem é o ser da razão. Não é também um eterno perde e ganha ou uma partida de xadrez onde cada movimento deve ser feito com cautela pra que não haja um xeque-mate. Não, isso não é amor. 

Amor não é aquilo que te faz abandonar seus amigos, que te aprisiona numa bolha e muito menos, que grila por não ser o que tem o melhor salário. O amor não te dá medo, mas também não te deixa sem noção (Rejeitada do ABC feelings). 

Mas, o que é o amor então? Taí uma pergunta que tem zilhões de respostas. Não há uma definição absoluta, nem mesmo entre os que se amam. Mas uma coisa, eu tenho certeza: é muito bom amar e ser amado! É bom acordar e ler um SMS do boy magia te desejando bom dia. É regozijante sentir o abraço de quem leva a gente no coração. Melhor ainda é ter a oportunidade de retribuir tudo isso.


Então, deixe de bobeira: o jogo da difícil pode dar certo, mas não quer dizer que vai dar certo sempre. Ser o bad boy machão não será a melhor tática de conquista sempre. A melhor alternativa é amar, do jeito que der, como quiser e principalmente, quem se quer! 

Ame!
Isso basta <3

Feliz Dia dos nAMORados!

AnaLu Oliveira

4 de maio de 2013

A geração Coca-Cola nas telas do cinema @Somostaojovens

Num canto qualquer de Brasília, um jovem cai de bicicleta e se vê obrigado a permanecer em seu quarto por um bom tempo; tempo que foi utilizado para ler, escrever e escutar música. Assim começa "Somos tão jovens", filme que conta como o complexado e excêntrico Renato Manfredini Jr. se transformou em Renato Russo, ídolo da geração dos anos 80.


Thiago Mendonça interpreta Renato com maestria. O mesmo não posso dizer de outros atores (principalmente os que interpretaram Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá #derrota), mas isso não desqualifica o filme. Os relacionamentos homoafetivos de Renato permanecem na subjetividade. Para quem não conhecia as influências punks do Manfredini Jr, taí uma boa hora para conhecê-las. 



Acho melhor não escrever mais, porque não quero ser spoiler. Mas, aviso: quem gosta de Brasília e rock dos anos 80, vai sair do cinema com uma vontade louca de voltar no tempo  para dançar, cantar e curtir Legião Urbana, como nossos pais puderam fazer um dia.

"Urbana Legio Omnia Vincit"

AnaLu Oliveira

30 de dezembro de 2012

Valeu, 2012! :D

Uma palavra que define tudo que vivi nos últimos 365 dias? MUDANÇA! Aprendizado também é uma boa palavra. Comecei o ano disposta a fazer tudo diferente e acho que Deus viu que era pra valer! Nâo gostava de gatos, tinha cachorros, amava chocolate, sonhava em fazer um MBA que fizesse a diferença na minha carreira profissional, queria encontrar forças para emagrecer e o principal: ser muuuuiiito feliz!



Amei muito, me apaixonei pelo Heitor -o negro gato que reina aqui em casa-, aprendi a viver sem chocolate e demais doces, emagreci, me matriculei no MBA, ri muito, me diverti horrores, dancei, cantei (desafinado, mas o que vale é a intenção!). Claro, foi um ano em que as lágrimas correram, e ainda correm vez ou outra. A vida sem o Hulk, o Paulzinho e a Pitty não é a mesma. Ainda não me acostumei com a ausência dessas criaturinhas mega especiais. Mas, até as lágrimas fazem parte da vida.

Tenho muito a agradecer. Este ano foi único pra mim, de verdade. O saldo de 2012 é altamente positivo. E é nessa mesma vibe de alegria, felicidade e gratidão, que quero começar 2013!

Obrigada a cada um de vocês que estiveram comigo neste ano. Cada um do seu jeito, contribuiu para que o meu riso fosse solto em todos os cantos que passei!

E que venha 2013!

Grande abraço, people!

AnaLu Oliveira
 

Do Cotidiano Template by Ipietoon Cute Blog Design