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28 de agosto de 2013

O médico receitou: racismo e xenofobia 3 vezes ao dia

Uma família negra passa pela ala dos macacos no zoológico de Goiânia. O pai começa a chamar o macaco pelo nome do próprio nome. "Paulinho, vem cá. Para de pendurar nesse negócio", risos em seguida. 

Um monte de médicos se dirigem ao aeroporto para recepcionar médicos cubanos com vaias e falas racistas e xenofóbicas. "Escravo, escravo, escravo, escravo", este foi apenas um dos muitos gritos da máfia do jaleco, que querem que a saúde do brasileiro melhore sem que eles tenham que ir às periferias e regiões afastadas do país (afinal, pra quê ir tratar pobre e preto, né?)


Uma pessoa veio me perguntar porquê eu falo pra todo mundo que sou negra. "Por que sou negra, ué". Resposta da pessoa: "não, que isso! Porque você pensa isso de você? Você é morena jambo! Moreninha forte! Negra, não!".

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Gente pobre, rica, branca, negra, legal, estudada, analfabeta...o racista não tem um perfil definido, uma classe definida. E antes que alguém diga que isso é coisa de terceiro mundo, lembre-se que até nos países "exemplos", há casos horrorosos de racismo e xenofobia. O racismo é uma doença nojenta presente em todas as classes sociais, em todas as cidades do mundo. Presente até entre negros e isso é lamentável. 

Todas as manifestações de racismo, a falta de identidade e orgulho negro são frutos de uma cultura escravocrata que ainda existe em nosso país. A população negra e, principalmente,a pobre, sofre todo tipo de desrespeito e humilhação. O tiro vem de todos os lados.

Moreninha forte é o escambau! Sou negra e tenho orgulho disso. Minha gente é forte, guerreira e digna de respeito aqui ou em qualquer lugar do planeta. Acho lamentável toda essa demonstração racista e xenofóbica dos médicos brasileiros. O pior é saber que eles não são os únicos a pensar assim. Sim, o sistema de saúde brasileiro vai de mal a pior, assim como outros setores. Mas, a máfia do jaleco prova mais uma vez que o problema maior no Brasil é mesmo a educação, ou a falta dela.

#AcordaBrasil

Até mais!

AnaLu Oliveira

21 de junho de 2013

Os filhos que não fugiram à luta!

O primeiro protesto a gente nunca esquece. E ontem, foi um dia ímpar não só na minha vida, mas na vida de muitos brasileiros. Ontem foi dia de ir pras ruas mostrar a nossa insatisfação com o atual cenário político, social e econômico do nosso país.


Me emocionei ao entrar no ônibus e ver tanta gente vestida de branco e falando sobre o protesto. Vibrei de felicidade quando ouvi o seguinte diálogo:

"- Vocês vão pro meio dessa baderna, não vai dar nada 
- Quando o seu filho pagar um bus mais barato e estiver numa escola pública decente, será por causa dessa baderna, viu?"


Nunca foi tão bom cantar o Hino Nacional. Foi lindo ver que tudo ocorreu conforme foi estabelecido no Facebook (nada de vandalismo, sentar para facilitar a identificação dos baderneiros...). Não houve confrontos com a polícia e todos os indícios de vandalismo foram contidas pelos próprios manifestantes. Me preocupou a falta de uma liderança, alguém pra "dar a cara à tapa" durante o protesto. 


Muitos movimentos populares não tiveram êxito em nosso país justamente por não ter líderes e isso, fez com que oportunistas mal intencionados tivessem mais força junto a população. Ontem, havia gente chamando o Feliciano de homofóbico e gritando "Dilma sapatão, investe na educação". Oi? Teve quem trouxesse um pouco de humor para o momento...


Ontem demos um passo importante enquanto cidadãos brasileiros, enquanto pessoas insatisfeitas com mensalões, Pec's, curas gay e similares. Vão dizer que éramos poucos, que houve muito vandalismo, que não valeu a pena ter ido e que a luta foi em vão. Eu e os milhares de goianienses que estavam nas ruas ontem vamos dizer em alto e bom tom: SIM, VALEU A PENA!

Até a próxima, Brasil!

AnaLu Oliveira

14 de junho de 2013

O login que muda o mundo!

Não saímos do Facebook, nem da frente da TV e ainda estamos por trás das manchetes do jornal. Somos muitos espalhados por aí dispostos e prontos para ir às ruas dizer sim ou não.  Muito prazer, somos os conectados. Sim, usamos as redes sociais para organizar protestos, compartilhar informações, ajudar quem precisa (independente de ter 2 ou 4 patas). 


Estamos no mundo todo promovendo revoluções, quebrando paradigmas e (até que enfim!), deixando a passividade que impediu que tantas coisas boas acontecessem em um passado remoto. 


Diferente das gerações anteriores, não temos só a TV para nos contar o que acontece em nosso país e no mundo. Não temos que ler livros escondidos e cochichar nossos direitos como um segredinho que se conta para o melhor amigo. Não precisamos viajar para ajudar nossos colegas do Oriente Médio ou do Egito. Nosso endereço é o mundo. Nossa comunicação é digital, mas não é a web que nos une: é a vontade de mudar a realidade e o amor ao próximo que nos move, e isso não depende da religião. Isso é caráter. 


Sim, estamos no Facebook, estamos na web. Estamos nos meios de comunicação de massa,nas ruas, praças, terminais de ônibus. Estamos em toda a parte, em todos os lugares, on e off, para mudar o mundo. 

Claro que há quem não se interesse e prefira o lado so easy da web. Cada um é livre para fazer suas escolhas, a gente sabe disso. E se você acha que somos baderneiros de internet, pseudocults, tudo bem. Cada um sabe aonde aperta o próprio calo. Mas, o seu deve nem deve estar doendo né?



AnaLu Oliveira

26 de outubro de 2012

Salvemos os Guarani-Kaiowá

Ajudar o próximo não é difícil quando há boa vontade. Antigamente, era uma verdadeira canseira coletar assinaturas e entregar às autoridades um abaixo-assinado com as assinaturas necessárias. Graças a internet, esse processo está mais simples. E quando a boa vontade vem junto, aí que fica fácil mesmo.  

Pouca gente sabe, mas os índios Guarani-Kaiowá receberam uma ordem de despejo expedida pela Justiça de Naviral (MS). Com isso, a Justiça quer obrigá-los a sair da terra que sempre foi dessa tribo. Os Guarani-Kaiowá enviaram uma carta a sociedade aonde falam em morte coletiva. 



Nós podemos impedir que isso aconteça! Clique aqui e assine a petição para que o Governo Federal tome iniciativas para garantir a permanência dos Guarani-Kaiowá.
Para saber mais sobre essa triste realidade, acesse o site do Conselho Indigenista Missionário.

Importante ressaltar que morte coletiva não significa suicídio coletivo. Todos estão dispostos a lutar e dar suas vidas para defender suas terras. Conforme está escrito na carta dos Guarani-Kaiowá, "se a gente perder a nossa vida será por causa da terra".


Até mais!

AnaLu Oliveira

27 de fevereiro de 2012

Uma fila para reflexão

Para tornar o domingo menos complicado e mais feliz, resolvi fazer o tal recadastramento biométrico (que encerra no próximo dia 03/03), às 3 da matina. Sim, em plena madrugada lá estava eu, meu namorado, meu irmão e meus queridos amigos. E apesar do sono, consegui observar o comportamento das pessoas e anotar alguns comentários. 


Algo que me chamou atenção foi ver a quantidade de pessoas na fila; eram quase 50 pessoas até a hora em que chegamos e antes das 7 da manhã, a fila já tinha dado a volta no quarteirão. Todos cansados e mostrando abertamente que faziam aquilo por pura obrigação. Do contrário, era tchau e benção para este lindo dever cívico (votar). Um senhor que estava próximo disse: "não sei pra quê ficar aqui. Tô pegando essa p¨%#@ de fila pra votar naqueles ladrões filhos da p#@$!" 

Fui atendida por volta de 8 da manhã. Tirei uma foto horrível e apesar do desânimo que me fez entrar nessa onda de "deixar para a última hora", estou feliz por saber que no dia 07/10 vou poder votar. E votar em ladrões é algo pra ficar feliz? Não. Mas, ter meios legais para impedir que estes ladrões permaneçam no poder é sim, um bom motivo para ficar feliz. 


Espero que estes que ficaram putinhos na fila, lembrem-se do quanto foi trash garantir o seu voto. Espero que essa revolta dure até o final da eleição, pelo menos; quem sabe assim, os espaços que hoje são ocupados por políticos ladrões e corruptos, sejam tomados por quem tem propostas interessantes, inteligentes e úteis para a população goianiense. 


#Seliga

AnaLu Oliveira


Obs.: Thaís, Leandro e Daniel, valeu pela companhia. Pablyne e Sulimar (benzinho meu), valeu pela companhia e pelo exemplo de companheirismo, que estiveram presentes exclusivamente para acompanhar os atrasadinhos. 

11 de novembro de 2011

Assim não dá! Assim não é possível...

Pessoas politizadas protestam. E protestar é bem diferente de depredação, vandalismo e baixaria. Sou completamente favorável a debates e protestos, principalmente vindo das classes trabalhadora e estudantil. Mas o que está acontecendo ali na USP não dá pra ser chamado de protesto estudantil. Um bando de alunos usuários de uma droga ilícita querendo tirar a PM para que eles continuem a usar suas drogas sem "interferência". 

No começo do ano, um aluno foi morto dentro do estacionamento da USP, e os estudantes pediram o aumento da segurança e até a presença desta tão temida PM. E agora, pra fumar maconha, querem tirá-la de lá. Fala sério!

A abordagem policial é altamente questionável, sim. Todos sabem que PM nenhuma no mundo é treinada para abordar o cidadão assim: "Olá, bom dia cidadão. O senhor está com armas ou drogas? Se não estiver, obrigado e vá com Deus." Isso também tem que mudar. Mas será que vale a pena colocar uma universidade inteira sem segurança alguma só pra fumar maconha em paz? 

Foi-se o tempo em que ter PM no campus era algo realmente perigoso para a democracia. Porque ao invés de lutar pela retirada da PM, esses estudantes não vão lutar pela legalização da maconha? Eu não sou a favor disso, mas se é isso que tá pegando, por que não lutar pra mudar uma lei ao invés de mudar uma coisa tão absurda? Não sei se o pessoal da USP sabe, mas o uso de maconha não é lícito e ainda é passível de punição.

São protestos como estes que desmoralizam os movimentos sociais, que mancham o histórico de lutas da classe estudantil. E que ninguém venha com papo de que só a mídia é que denigre os movimentos sociais porque, vendo isso que acontece na USP, não há cidadão que fique chateado. Chateado por ver o dinheiro de seus impostos sendo investido em uma universidade e em seguida, ser destruída e desvalorizada pelos próprios estudantes. 

Os dois lados estão errados. Todos precisam rever seus conceitos. Todos merecem nota 0 no quesito educação e cidadania.
E você, o que tem a dizer sobre isso?


27 de outubro de 2011

Comissão da Verdade - antes tarde do que nunca

Vinte e três anos após a promulgação da Constituição Federal e trinta e dois anos após a sanção da Lei da Anistia, finalmente os crimes e atrocidades cometidos durante a Ditadura Militar serão apurados. Me pergunto todos os dias porque o Brasil foi o único país a perdoar estes criminosos (garantia da Lei da Anistia) e permitir que os mesmos continuem atuando na frágil política brasileira? 


Foi difícil eleger uma ex-guerrilheira, mas tem sido fácil manter gente como Paulo Maluf e Sarney no poder. Porquê, meu Deus? Foi difícil eleger um ex-operário mas foi fácil ser roubado e enganado por Jader Barbalho e Fernando Collor. E foi difícil aprovar a criação da Comissão da Verdade, mas foi muito fácil fazer de conta que o passado brasileiro foi uma beleza. 

Ainda que haja algumas falhas, a Comissão da Verdade é um avanço importantíssimo para o Brasil. É mais uma forma de limpar e quem sabe, reinventar o modo de fazer política por aqui. Espero que toda a verdade (ou boa parte dela) venha a tona para que as máscaras caiam. A Comissão da Verdade não trará pessoas de volta, mas vai dar às famílias de tantos desaparecidos políticos o justo direito de saber onde e porquê seus entes queridos se foram.

25 de outubro de 2011

Senado aprova lei de acesso à informação

Como defensora dos direitos a informação, não poderia deixar isso passar em branco. 25 de outubro é o Dia da Democracia e para os brasileiros, esta data tem um significado ainda maior. O Senado aprovou o PLC 41/10 que trata sobre o acesso à informação. O que isso significa? Que agora existirão chances reais da própria história contar o que aconteceu e nos ajudar a entender porque o nosso presente é como o vivemos. Pode ainda nos apontar rumos felizes para que os brasileiros que virão, tenham uma vida melhor que esta.
Clique aqui para conferir a publicação da ong Artigo XIX sobre este passo importante dado pelo jovem Estado democrático brasileiro


2 de junho de 2011

Homofobia: crime ou quá?

O famoso PLC 122/06 já rendeu copos de água na cara, troca de ofensas e muitos debates desnecessários. E antes que alguém pense que eu seja homossexual ou homofóbica, não sou nada disso. Tenho muitos amigos gays, mas não nego que ainda acho estranho um casal de namoradas, e não é a minha estranheza que me dará o direito de interferir e julgar a sexualidade das moças.

E eu vejo que é bem por aí que a tal "Marcha da Família" quer chegar: dizer com quem a pessoa deve praticar sexo, classificar o que é pecado e o que é permitido. Se você é homem, transe com mulheres e vice-versa. Não é essa a proposta do texto do PLC 122. Ele propõe a criminalização da homofobia, bem diferente do que o time do Bolsonaro tem pregado por aí. Hoje (02/06), li no jornal que o senador Magno Malta classificou a aprovação deste PLC como uma tentativa do Estado Brasileiro de criar um 3º sexo e que isso é totalmente contrário aos planos de Deus.

E mesmo que esse 3º sexo não fizesse parte dos planos divinos, as agressões físicas e verbais não se justificam; elas também não fazem parte destes planos. Criminalizar a homofobia é garantir que cidadãos e cidadãs homossexuais não sejam discriminados por sua sexualidade. Ser gay não é sinônimo de ter mais ou menos caráter. Prova disso é que temos uma lista de políticos corruptos, por exemplo, que são heterossexuais. Isso vai além da sexualidade de cada um.

Infelizmente, ainda tem quem aprenda a ter respeito na base da imposição, da obrigatoriedade. Respeitar todas as pessoas indistintamente, é algo que muita gente não entende ou não faz questão de entender. Respeitar as pessoas é ensinamento materno, cristão e universal. 

A homossexualidade não é algo novo. Na Roma antiga, sexo entre iguais era absolutamente normal. Se você pegar um livro de história, verá que muitas nações tiveram grandes líderes homossexuais. 

Pecadores, corretos, inocentes, atrevidos; isso, pouco importa. O respeito deve estar acima disso. Muita coisa agride bem mais a sociedade e no entanto, continuam por aí. O descaso com o dinheiro público, a fome, o analfabetismo, a intolerância religiosa, o racismo (que insistem em dizer que não existe no Brasil), violência contra a mulher, tráfico de entorpecentes, entre outros. Alguém disse que isso é pecado? Algum destes itens estava nos planos de Deus? 

A favor ou contra o PLC 122/06: qual a sua opinião a respeito? Pecado ou crime?
O que acha disso?

4 de abril de 2011

Abril, mas ainda não abriu

O mês de abril é cheio de datas especiais: aniversários do meu irmão Lucas, meu tio Edinho, meu fofinho "sobrinho-neto-primo" Luís Fernando, tio Percival. Tem também as comemorações do Dia do livro (18/04), Dia do índio (19/04) e Páscoa (24/4). 
Mas o que mais me marca em abril é o seu primeiro dia. Porque neste mesmo 1º de abril de 47 anos atrás, começava um dos períodos mais horrendos e monstruosos de nossa história: a Ditadura Militar. 

Por 21 anos, os militares governaram este país pregando uma revolução que nunca se viu, lutando contra o terror comunista que nunca sentimos ou vimos no Brasil. Um governo marcado por censuras, torturas, mortes, desaparecimentos e... mentiras, muitas mentiras. 


Mais de 2 décadas depois do fim da Ditadura, fica a pergunta: quando saberemos de verdade, tudo o que aconteceu desde o início da "Revolução de 31 de março de 64" ? Quando o Estado vai revelar aonde estão os vários presos políticos? Quando vamos saber o que realmente aconteceu, sem a cortina do romancismo de novela e seriado global?


Alguns dados importantes:

- A Lei da Anistia foi criada em 1979, e só trata de mortes por motivação política até este ano. As mortes que aconteceram entre 1979 e 1985 não se enquadram nesta lei.

- Não há nenhuma lei que obriga o Estado a investigar as mortes e os desaparecimentos durante o período da Ditadura Militar.

- Diante disso, cabe aos familiares destes desaparecidos arcarem com o ônus das buscas dos restos mortais  em valas clandestinas, espalhadas por todo o país.

- O Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos registram 358 mortes, desde 1964. Porém, nos documentos oficiais constam apenas 281 pessoas mortas durante este período.

- No gov. Fernando Henrique Cardoso, foi sancionada a Lei 9.140 que determinou o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte de apenas 136 desaparecidos políticos.

- Todas as leis referentes a mortes, torturas e desaparecimentos políticos não pune os torturadores. A Lei da Anistia os torna "impuníveis".

- Em 21 anos de Golpe, o Brasil teve 5 presidentes generais. Todos eles estão mortos.

- Muitos políticos da ARENA (Aliança Renovadora Nacional) continuam vivos e atuantes na política brasileira. Pessoas como Paulo Maluf e José Sarney seguem suas vidas políticas como se nada tivesse acontecido. São eleitos e reeleitos todos os anos porque muitos cidadãos não sabem o que realmente aconteceu naquele período. Muitos destes , posam como democratas e favoráveis a liberdade, como se nunca tivessem lutado contra ela.

- Muitas ong's no Brasil - como o Grupo Tortura Nunca Mais e as várias associações de anistiados - lutam para que os arquivos da Ditadura sejam abertos e assim, todos saibam do paradeiro dos desaparecidos políticos, o ano de suas morte, quem chefiou as operações e os demais envolvidos. Lutam também para que os torturadores sejam devidamente punidos. 

- O atual Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quer instituir a Comissão da Verdade, com o intuito de abrir estes arquivos. Muitos deputados já se mostraram contra esta comissão, por achar que não é mais válido saber de algo do passado, uma vez que cabe ao Estado cuidar do presente, da realidade do cidadão brasileiro. Pra bom entendedor, meia palavra basta.

- No portal do Ministério da Justiça, o cidadão pode conferir o que o Governo tem feito para desmascarar os fatos referentes ao Golpe de 1964. 

- No site desaparecidospoliticos.org.br, há muitas informações sobre as pesquisas e buscas sobre dados da Ditadura Militar.

Até quando vamos continuar vivendo este 1º de abril? Até quando vamos ignorar 21 anos de uma falsa segurança nacional e um fajuto crescimento econômico? Até quando vamos nos basear no que a mídia nos conta sobre a Ditadura? Quando vamos colocar um ponto final nesta história que não devia ter começado?

25 de fevereiro de 2011

Bruna Surfistinha: ex-prostituta num país de filhos da puta!

Hoje, estreia o filme "Bruna Surfistinha", que conta como a jovem  de classe alta Raquel Pacheco - então com 17 anos - virou prostituta. Recentemente, Raquel ficou "De Frente com Gabi" e contou como isso aconteceu. 

Adoção, sentimento de rejeição e relacionamento conturbado com os pais são os principais motivos dessa transformação. 

Sinceramente, há algumas perguntas que eu quero deixar aqui:

- Em uma época em que se fala tanto em sexo seguro e prevenção às drogas, é válido contar a história de alguém que conseguiu manter seu padrão de vida se prostituindo e se drogando?

- Raquel afirma que a prostituição permitiu que o seu padrão de vida continuasse o mesmo do tempo em que vivia com seus pais. Então, "os fins justificam os meios"? Vale tudo pra ser da alta classe? 

- Qual a real contribuição para a sociedade que este filme trará?

Sem querer dar lição de moral ou ser piegas, mas pra mim este filme é mais um dos muitos modismos que aparecem nas telas de cinema. Ainda não será desta vez que a libido feminina será tratada de forma natural, sem apelação ou carregada com estereótipos prostituídos, fajutos e com um falso romantismo irritante. 

É fácil ser prostituta no Brasil; você entra e sai a hora que já tiver batido a sua meta, quando o príncipe encantado (que era seu cliente) resolve te tirar desse lugar, sem se interessar pelo que os outros vão pensar. 

Bruna Surfistinha não veio para quebrar paradigmas; ela veio para torná-los ainda mais banais numa sociedade onde mulher não passa de um objeto de prazer; numa sociedade que ainda não entendeu que tem uma presidentA e não um outro presidentE. Surfistinha deixa claro que prostituição é coisa de "mulher de vida fácil", quando sabemos que não tão fácil assim.

Poderia dizer muito mais a respeito disso, mas como estou disposta a gastar meu português com filmes e outras coisas de maior valor, só posso dizer a você que vai assistir esse "filme": FAÇA BOM PROVEITO COM ESSA M&%$@! 

Obs.: se quiser conferir a entrevista e tirar suas próprias conclusões, clique aqui aqui aqui e aqui

 

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