29 de abril de 2017

"Nâo sou a Mulher Maravilha": sobre lidar com a depressão de quem amamos

Maaaano, tinha muito tempo que não escrevia por aqui. Ser redatora e não escrever no próprio blog é algo tão paradoxal que chega a ser trágico. Na verdade, desde novembro tenho vivido um turbilhão de coisas. A vida a dois sempre nos traz alegrias; dormir de conchinha, maratonar uma série legal, assistir Star Wars (dá licença que aqui são dois nerds casados, tá bem?), passear, comer gordices, entre outras cositas.

Mas também traz desafios que exigem mudanças na dinâmica do casal. Um parente difícil, contas para pagar, preguiça de sair, doenças do cônjuge. No meu caso, a depressão. O marido foi diagnosticado com depressão há alguns meses e está em tratamento para lidar com a doença. 

E temos que falar que depressão é doença SIM! É preciso olhar para a depressão como ela é: UMA DOENÇA. O depressivo enfrenta diversas questões por conta da doença, questões que todo mundo sabe o quão complexas e delicadas são. Antidepressivos, terapias, atividades relaxantes fazem parte deste tratamento.

O que não falam é como nós, companheiras, amigos, familiares devemos agir diante disso. Nâo é fácil lidar com a depressão do outro. Porque é doído demais ver o ser amado sofrendo e não saber como agir. Ou não poder fazer nada para amenizar o sofrimento. A depressão do marido me mostrou duas coisas importantes:

1- Ficar quieta e não fazer nada são coisas diferentes (bjos, senhor Miyagi 💕)


Tem dias que o depressivo precisa é só ser ouvido. E como ouvinte, tenho que ficar quieta e atenta. Precisei de terapia pra entender que ouvir é um ato, uma ação importante no processo. Porque eu sempre fui alguém pronta para a ação, botar a mão na massa, sabe? Ficar quieta nunca foi meu forte,mas estou aprendendo a ser. 

2 - Não sou a Mulher Maravilha


Esta é a maior lição até o momento. Todos os dias, o meu maior desafio é largar o laço da Mulher Maravilha. Porque quando a depressão afeta alguém que amamos, imediatamente a gente quer salvar a pessoa desse mal, tal qual uma heroína cheia de super poderes. E isso é tão dolorido, não experimentem essa dor. Porque a gente não salva ninguém assim e a frustração é imensa quando vem essa constatação. Eu não sou a Mulher Maravilha é meu mantra diário.

Então, se você (assim como eu) também está nesta situação, vem que vai ter uma série de posts pra que possamos lidar com a depressão de quem amamos com mais tranquilidade e serenidade. 

Até mais!
AnaLu Oliveira

 

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